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A
História:
A
criação e ocupação das cidades e vilas
da Chapada Diamantina é fruto direto da exploraçào
do diamante. Antes da descoberta desta pedra preciosa a região
era vagamente povoada e ainda comandada pelo índios Maracás,
que respondiam com violência à chegada de estranhos.
A agropecuária praticada nas grandes fazendas era a atividade
econômica principal. No século XVII, por volta de 1710,
foi descoberto ouro no sul da Chapada ( próximo ao Rio de
Contas pequeno, nesta época surgiram as vilas de Rio de Contas
e Jacobina. Mal o ouro havia se esgotado, as pedras preciosas foram
descobertas. A exploração do diamante começou
após a expedição dos naturalistas alemães
Spix e Martius, em 1820, que confirmou o potencial diamantino da
Serra do Sincorá, levando centenas de garimpeiros para lá.Com
a corrida do diamante foram nascendo as cidades: Mucugê, Andaraí
e Lençóis, esta última tornando-se a Capital
do Diamante. Os garimpeiros armavam suas barracas de toldo, parecendo
lençóis estendidos, às margens dos rios mais
ricos em diamantes. Daí teria se originado o nome da cidade.
É importante destacar também a exploraçào
do carbonato na Chapada Diamantina. Inicialmente desprezado pelos
garimpeiros, a partir de 1871 foi disputado a altos preços
pelos países europeus, interessados em elementos resistentes
para as máquinas e construções que alavancavam
a Revolução Industrial.
Conforme o crescimento das vilas e povoados, casas de taipa ou adobe
eram erguidas. Como nas cercanias de Xique-Xique de Igatu não
havia barro suficiente, os garimpeiros do lugar lançaram
mão do único material disponível e construíram
suas casas de pedras.
O dinheiro que corria à solta nas lavras atraía gente
de todos os lugares: aventureiros, sertanejos que abandonavam as
lavouras, fugitivos da justiça, donos de escravos, prostitutas,
comerciantes, capangueiros, garimpeiros oriundos do Arrail do Tijuco
(atualmente Diamantina) e tantos outros.
No entanto, após vinte e cinco anos, duração
aproximada da fase áurea do ciclo do diamante, o esgotamento
da lavra na Chapada provocou o desmoronamento da economia e a decadência
das cidades.
Com
a proclamação da República, o que restou na
região da Chapada começou a ser disputado pelos Coronéis
que redobraram suas lutas pela posse da terra e pelo domímio
político. Após a revolução de 1930 e
suas conseqüências, a Chapada Diamantina, sem lideranças
políticas e com a economia completamente destroçada,
se estagnou por um longo período. A recuperação
bem recente se deve ao desenvolvimento do turismo e à implantação
de polos de agricultura moderna. Ainda hoje, alguns moradores vivem
do garimpo, apesar da região ter sido transformada em Parque
Nacional.
A
Formação:
A Chapada Diamantina
compõe a unidade geológica conhecida como a serra
do espinhaço. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso,
com altitude média entre 800 e 1200m acima do nível
do mar. A serra da Chapada abrange uma área aproximada de
38000Km2 e são as divisoras de água entre a bacia
do rio São Francisco e os rios que deságuam diretamente
no oceano atlântico, como o rio de contas e o paraguaçu.
Nesta cadeia de serras sãoencontrados os picos mais altos
da Bahia, sendo o pico do Barbado, com 2033m, o ponto culminante
do nordeste. A Chapada nem sempre foi uma imponente cadeia de serras.
Há cerca de um bilhão e seiscentos milhões
de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar
do espinhaço, onde rios, ventos e mares desempenharam o papel
dos agentes modificadores daquela paisagem. As inúmeras camadas
de arenitos, conglomerados, e calcários, hoje expostos na
Chapada diamantina, representa as atividades destes agentes ao longo
do tempo geológico. Nas ruas e calçadas das cidades
da Chapada, lajes de superfícies onduladas revelam a ação
dos ventos e das águas que passavam sobre areais antigos.
O
Coronelismo:
Região
marcada por grandes diferenças sociais e concentrações
de renda, a Chapada Diamantina foi, da segunda metade do século
XIX até década de 1930, um barril de pólvora
comandado por poucos e muito poderosos coronéis. As tradicionais
famílias proprietárias de terra davam abrigo e emprego
para os colonos e exploradores a procura de riquezas, e em troca
conquistavam a gratidão e fidelidade dessas pessoas. Formaram-se
assim verdadeiros exércitos de jagunços disposto a
defender com a própria vida os interesses dos patrões.
As
divergências entre coronéis levaram à criação
de dois partidos políticos que, mais que uma posição
ideológica, representavam uma escolha social. Os liberais
e conservadores (ou pinguelas e mandiocas, apelidos dados a um pelo
outro) dividiam-se em tudo, do uso obrigatório da cor-símbolo
do partido à formação de duas orquestras filarmônicas
que disputam as atenções nas festas populares.
As
mudanças da transição do Império para
a República, ainda que chegando com certo atraso à
região, acirraram ainda mais a tensão política
dos grupos rivais. A tentativa de centralização do
poder em um governo federal (e a consequente perda de influência
na política local) e a abolição da escravatura
foram mudanças que assustaram a política conservadora
local. 
Com
a morte do coronel Felisberto Augusto de Sá em 1896, acirraram-se
as disputas pelo poder na região. Os coronéis Felisberto
Sá e Heliodoro de Paula Ribeiro travaram, através
de seus jagunços, uma verdadeira guerra na região.
O seqüestro do filho de Felisberto, Francisco Sá, agravou
a disputa, que só terminou com a intervenção
do governador baiano.
Um
período de relativa paz marcou a passagem de comando dos
coronéis a seus sucessores. Horácio
de Matos, sobrinho de Clementino de Matos (outro coronel), é
chamado para assumir as áreas do tio e propõe paz
entre as famílias. Um curioso início de carreira para
o homem que, após violentas batalhas contra a Coluna Prestes,
seria definitivamente considerado o coronel mais temido e respeitado
da Chapada.
(Carlos F. d'Andréa)
O
Parque Nacional da Chapada Diamantina:
O
Parque Nacional da Chapada Diamantina foi fundado em 1985 com a
intenção de proteger a região - já muito
prejudicada pela mineração e criação
de gado - e incentivar o turismo e pesquisa científica. A
área total do parque é de 1520 km2 e abriga mais da
metade da serra do Sincorá.
O ecossistema
atual da região é bem diferente do encontrado pelos
primeiros badeirantes que a exploraram. Grandes árvores foram
derrubadas para facilitar a mineração, que também
ocasionou a erosão do solo. Com a proibição
do garimpo na região do Parque Nacional, o fogo, colocado
tradicionalmente nos pastos pelos fazendeiros, é hoje o grande
inimigo do ecosistema.
Com altitude média entre 800 e 1000 metros, a Chapada é
formada por um extenso planalto que possui picos de até 1.700m,
o que favorece a formação de grandes vales.O principal
período de chuvas da região é de novembro a
fevereiro, e durante todo o ano há grandes variações
diárias de temperatura.
Os solos rasos, consequência das escavações,
facilitam o escoamento das águas através das encostas.
A Chapada é o grande divisor de águas entre a bacia
do São Francisco e os rios que rumam para o Oceano Atlântico,
como o Paraguaçu.
A
vegetação é bem diversificada, misturando florestas
de planície, campos rupestres, agrestes e caatinga (nas terras
secas). Nos vales à beira dos rios, por exemplo, a mata é
densa e os solos, mais ricos.
Uma atração à parte são os mais de 50
tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras que, de
abril a agosto, embelezam os cenários da Chapada. A região
possui também muitas plantas que são usadas para fins
medicinais.
Entre os animais encontrados na rica fauna da região estão
o tamanduá bandeira, tatu canastra, porcos espinhos, gatos
selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros
e cobras. Algumas espécies estão ameaçadas
de extinção, principalmente devido à caça.
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Como
chegar a Chapada:
São
duas as opções para o turista chegar até Lençóis.
Via
aérea
A Nordeste Linhas Aéreas oferece, todos os domingos, um vôo
na linha São Paulo - Ribeirão Preto - Lençóis
- Salvador, em avião Jet Class (50 lugares). A Nordeste e
a AeroStar oferecem, também, dois vôos Salvador - Lençóis
- Salvador, semanais. A Pantanal Linhas Aéreas tem o vôo
São Paulo - Belo Horizonte - Lençóis, ida e
volta, aos domingos, em avião ATR-42 (42 lugares).
Aeroporto
Horácio de Matos fone: (75) 625-8100 (Administração)
Via
terrestre
O visitante poderá utilizar a viação Real Expresso,
a única que faz o roteiro Salvador-Lençóis,
ou outras alternativas como: Itapemirim, São Geraldo, Águia
Branca, Rápido Federal e Novo Horizonte, a depender da região
de origem. O passageiro tem a disponibilidade do ônibus, que
parte de Salvador todos os dias, às 7h30 ou 23h30h, além
dos carros extras, sempre comuns na alta estação.
Com
carro particular, o motorista deve vir pela BR-324 até Feira
de Santana, depois pode decidir pela BR-116 até o entroncamento
com a BR-242 (Bahia-Brasília) ou utilizar-se da BA-052 até
Ipirá, seguindo pela BA-488 até Itaberaba. A partir
desta cidade os dois caminhos seguem iguais sempre pela 242.
Uma
rodovia estadual com 12 km separa Lençóis da estrada
Bahia-Brasília. Para chegar ao destino, o percurso varia
de 412 (via BR-116) a 442 km (via Ipirá). Por conta do número
bem menor de buracos, o segundo percurso, apesar da distância
ser maior, é mais confortável que o primeiro. Postos
de apoio com pousadas e refeições de qualidade são
carências comuns aos dois cam
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inhos por terra.
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